Mundo dos Super-Heróis se torna bimestral e ganha assinatura

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revistamundosuper.jpgUm ditado italiano, “piano, piano si va a lontano”, cai como uma luva para a revista Mundo dos Super-Heróis, que chega ao quinto número neste mês (capa ao lado). Devagar, devagar, a publicação ganha espaço, respeito e regularidade no mercado.

Há alguns sinais de que cresce a repercussão sobre a revista, lançada há um ano. Na semana passada, a Mundo dos Super-Heróis venceu o Troféu HQMix na categoria melhor publicação sobre quadrinhos.

Até então, o prêmio era conquistado pela Wizmania (ex-Wizard), da Panini, a mais antiga e regular revista sobre quadrinhos no mercado.

Outro sinal, tão ou mais contundente, está no modo como a Mundo dos Super-Heróis passou a ser encarada pela Europa, editora que a publica.

A revista deixou de ser visto como um “teste” de mercado. Desde a quarta edição, ganhou regularidade bimestral.

“A idéia é ir aos pouquinhos, dar um passo após o outro, mas sempre um [passo] maior que o anterior”, diz por telefone Manoel de Souza, que edita a revista desde o lançamento.

Segundo ele, o que chamou a atenção da editora foram as vendas. “Todos os números deram lucro”, diz. “Ficou claro que existe um nicho. E que é possível fazer uma revista lucrativa.”

O segundo passo na tarefa de persuadir a editora, onde trabalha há 13 anos, foram as manifestações dos leitores, todas com elogios. Ou quase todas. “A única reclamação é sobre a [defasagem na] distribuição.”

A revista chega primeiro a São Paulo e Rio de Janeiro e, depois, a outros estados. Isso vai continuar. Mas a editora planejou duas formas de contornar o problema.

A primeira é a criação de uma assinatura da revista, possível graças à periodicidade bimestral. São seis números pelo prazo de um ano.

A outra forma de facilitar o acesso é ler a revista na tela do computador. Não é algo novo, existe desde o primeiro número. Mas o sistema é pouco conhecido.

O internauta paga metade do valor da publicação, R$ 4,95, e recebe uma senha para acessar o conteúdo da edição virtualmente (para entrar na página, clique aqui).

Nesta quinta edição, como nas demais, o destaque é a seção “dossiê”, que mostra em detalhes a trajetória de um super-herói. O foco deste número é o Quarteto Fantástico.

“Recebo muitos e-mails -e isso me deixa feliz- de leitores que deixaram de ler quadrinhos e entendem o que está se passando agora após ler a revista”, diz Souza. Segundo ele, isso ocorreu com a quarta edição, que mostrou os X-Men.

A idéia de produzir a Mundo dos Super-Heróis é antiga, vem desde os anos 80, época em que Manoel de Souza fazia fanzines.

Deixou de ser apenas uma vontade quando a editora Europa abriu espaço para receber propostas dos funcionários.

Desde então, Souza, um paulistano de 33 anos, tem feito a revista na raça. E tem conquistado espaço dentro e fora da editora.

Hoje, conta com um assistente e com verba para pagar parte dos colaboradores, algo que não havia nas primeiras edições.

Mas ainda não é a prioridade dele. Divide o tempo com a edição de outras duas revistas, “Natureza”, seu ganha-pão, e “Casa de Campo”, sobre decoração.

Eu vou te falar a verdade. Ela só não é mensal por falta de tempo”, diz. “Mas é como eu falei: um passo após o outro. O que não pode acontecer é perder a qualidade.”  

Fonte: Blog dos Quadrinhos

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