Marvel detalha o perigo de extinção dos mutantes

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Luke Cage no traço de Genndy Tartakovsky Atenção! Esta notícia contém informações sobre histórias ainda não lançadas no Brasil.

Este fim de semana foi novamente tomado por uma grande convenção de histórias em quadrinhos: mais uma edição da Wizard World, dessa vez realizada na cidade de Chicago. E como de costume, muitas novidades foram divulgadas pelas principais editoras norte-americanas. Veja aqui o que a Marvel Comics está preparando para seus leitores.

Genndy Tartakovsky em minissérie de Luke Cage

Exatamente: o criador de algumas das mais incríveis séries de animação dos últimos tempos, como O Laboratório de Dexter, Samurai Jack e Star Wars: Clone Wars (todos exibidos no Brasil pelo canal a cabo Cartoon Network); vencedor de três prêmios Emmy (o mais importante da televisão dos EUA), irá escrever e desenhar uma minissérie em quatro partes estrelando um dos heróis de aluguel mais famosos da editora.

Killraven, desenhado por Rob LiefeldTartakovsky disse que apesar de sua estréia tardia no meio, sempre foi um fã de quadrinhos, principalmente da Marvel Comics, e um admirador de autores como John Byrne, Frank Miller, Jack Kirby, George Pérez, Walt Simonson, Paul Smith e Michael Golden. O desejo de trabalhar com uma história em quadrinhos, segundo ele, veio do fato de se tratar de uma forma narrativa bastante pessoal. “A animação é muito colaborativa, o que é muito bom, mas às vezes você tem algo a dizer sob seu próprio ponto de vista, e é muito satisfatório, criativamente falando, fazê-lo sem tantas mãos envolvidas.”

Sobre Luke Cage, escolhido para mostrar esta sua abordagem pessoal, Tartakovsky disse que se trata de um grande personagem, e que qualidades como sua perseverança diante de tempos difíceis o fizeram aceitar o projeto. O artista também afirma que gostaria de fazer algo que desse espaço ao humor, e Cage oferecia essa oportunidade.

Tartakovsky quer resgatar o estilo setentista das histórias de Cage, e diz estar buscando inspiração para a história no trabalho de George Tuska, que já trabalhou com o personagem, e em pôsteres de filmes do movimento conhecido como Blaxpoitation. “Quero que a história se pareça como se eu a tivesse escrito na prisão”, disse. “Mas o mais importante é a execução do personagem e o humor. Sinto que humor nos quadrinhos é algo difícil de se fazer, então tenho me concentrado em desenhos engraçados e situações bizarras.”

Kirkman e Liefeld em Killraven

O personagem ruivo já passou pelas mãos de diversos criadores talentosos, mas nunca conseguiu se firmar no panteão dos heróis Marvel. A editora dá a ele uma nova chance pelas mãos do roteirista Robert Kirkman (de Invencível e Os Mortos-Vivos, ambos publicados no Brasil pela HQM Editora) e do desenhista Rob Liefeld, em uma minissérie em cinco edições que será lançada no ano que vem.

O projeto surgiu ano passado, quando o editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, e o roteirista Jeph Loeb, mais Kirkman e Liefeld, se encontraram na San Diego Comic Con. A idéia partiu de Liefeld, e foi prontamente aceita por Quesada; mas ele desejava apenas desenhar a história. Foi quando Kirkman levantou a mão. “Jeph também apontou pra mim, mas se ele tivesse levantado a mão eu teria pulado pra cima dele. Ele é mais velho, então eu teria acabado com ele”, brincou o roteirista.Os autores afirmaram que se trata de uma nova abordagem de Killraven, ambientada no futuro do Universo Marvel. Quando a história começa, os marcianos já invadiram a Terra há algum tempo, os heróis foram todos derrotados e as pessoas mal se lembram de uma época em que os alienígenas não dominavam o planeta. Killraven é um gladiador ao estilo romano, lutando para entreter as massas marcianas. Então ele escapa, vendo-se em um mundo que mal conhece, já que passou a maior parte da vida na arena. Vagando, ele encontra alguns rostos e artefatos familiares e acaba por formar os Future Avengers (os Vingadores do Futuro), para livrar a Terra da dominação.

Kirkman chega a fazer um paralelo ente o ruivo e o antigo líder dos Vingadores do presente, o (até agora) falecido Capitão América. “Ele viveu uma vida dura. Em nossa continuidade, ele foi um escravo por quase toda a sua vida, mas ele é muito heróico. Ele pode achar uma solução para qualquer situação e esperamos que, pelo bem do planeta, também encontre uma solução para livrar a Terra dos marcianos”, disse o roteirista.

Sobre os Vingadores do Futuro, Kirkman entrega que, como Killraven entrará em contato com diversos artefatos do Universo Marvel, veremos novas encarnações de Vingadores clássicos, como Gavião Arqueiro, Thor e Homem de Ferro, mas todos bastante diferentes de seus correspondentes originais.

“Falando também por Rob, somos dois caras que gostam de fazer coisas novas. Killraven é o tipo de propriedade da Marvel que você pode desviar um pouco da rota, levando-o a níveis aos quais eu não acho que as pessoas estão esperando. Essa série vai ser muito, muito legal”, finalizou Kirkman.

E se achassem que o Surfista Prateado é um messias?

Capa para Silver Surfer: In Thy Name assinada por Gabriele Dell´Otto Simon Spurrier e Tan Eng Huat são responsáveis, respectivamente, por roteiro e arte da nova minissérie em quatro partes Silver Surfer: In Thy Name (Em Teu Nome, em português). Encarregado de um projeto para acompanhar a chegada às lojas do DVD de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, em novembro, foi o editor Aubrey Sitterson quem optou por desenvolver a trama criada por Spurrier.

O roteirista afirmou que teve a idéia para a história quando percebeu que em diversos sites na internet o Surfista é descrito como uma espécie de “messias cósmico”. “Eu deveria afirmar claramente que ele não é um messias, e ele seria o primeiro a dizê-lo… mas isso me fez pensar”, disse. “E se alguém realmente acreditasse que Norrin Radd é um salvador divino? Isso não significaria que o Surfista se sentiria parcialmente responsável por aqueles que agissem em seu nome… não importando se de maneira depravada ou violenta? Também me fez pensar sobre outras razões para as pessoas agirem insensatamente umas com as outras, e a história nasceu daí.”

Sem querer estragar nenhuma surpresa, Spurrier contou da história apenas o essencial: em algum lugar do universo, há um império, compreendendo mundos e raças, gerenciado pelos Ama, uma raça que se considera extremamente avançada e pacífica. Já os pobres e industrializados Brekknis, uma recente adição à chamada Ama Collective, acabam de vir de uma guerra iniciada por motivos religiosos, interrompida graças à intervenção dos Ama; mas há quem pense que eles estão se metendo onde não são chamados. É quando, em uma de suas contemplações, chega o Surfista. 

“É essencialmente uma história sobre diferentes grupos impondo seus valores e ideais uns sobre os outros”, explicou Spurrier. “Eu tenho comigo que cada guerra na história começou com alguém anunciando `A minha opinião vale mais que a de todo mundo´. E é exatamente o que acontece aqui — com o velho Norrin Radd no meio de tudo.

Spurrier afirmou que sua admiração pelo personagem vem do que ele chamou de “idealismo desesperançado”: diferente dos outros heróis, com os quais não se identifica por conta de seu comportamento quase sempre simplista e moralista, o Surfista balança entre o otimismo em ver o potencial dentro de cada um e a tragédia do constante desapontamento, sabendo o quanto as pessoas são estúpidas, mas sem desistir delas. 

Mas apesar da admiração, o roteirista assume que não era um grande leitor do Surfista, apontando como causa uma falta de identificação geral dos leitores da Inglaterra com o personagem, visto que lá nunca houve uma explosão da cultura do surf. Tal situação mudou apenas nos últimos anos, quando o Surfista adquiriu certa aura retro-cult. De suas leituras, o roteirista apontou a graphic novel escrita por Stan Lee e desenhada por Moebius como uma de suas edições favoritas, e disse que deseja passar a mesma sensação com sua história. “Que tenha ação, mas que faça pensar; filosófico, mas não pomposo; e fora da continuidade dos atuais eventos do Universo Marvel.”

Cory Walker e Dave Stewart em Punisher War Journal

Página terminada de Cory Walker para Punisher War Journal #13Durante as edições #13 a #15 de Punisher War Journal, o desenhista Cory Walker (co-criador de Invencível) e o colorista Dave Stewart se unirão ao roteirista regular da série, Matt Fraction, para contar mais um arco do Justiceiro.

Mais uma vez, é o editor Aubrey Sitterson o responsável pela reunião. Walker conta que, quando recebeu o convite, não pensou duas vezes. “Sou um grande fã do Justiceiro. E eu sei que não poderia desenhar uma edição da série do personagem escrita pelo Garth Ennis, pois meu estilo não se encaixaria a uma edição do selo MAX, disse. “É a pegada de super-herói que há em War Journal que combina mais comigo, e eu não poderia estar mais empolgado.” O roteirista também disse que trabalhar com Fraction, de quem se diz admirador, também foi um fator decisivo.

A mesma ligação foi feita para Stewart, escolhido por Sitterson após o editor ter visto seu trabalho na série do Homem de Ferro. O colorista conta que também aceitou o convite de imediato e que, novamente, o fato de colaborar com Fraction, e em seu caso também com Cory Walker, foram determinantes.

Para o trabalho, ambos estão buscando pequenas alterações em seus estilos. Walker conta que em seus últimos trabalhos, que ele mesmo tem arte-finalizado, seu perfeccionismo resultou no que lhe pareceu uma esterelidade nos desenhos; sendo assim, ele diz estar deixando sua mão o mais solta possível, para dar à arte uma aparência mais orgânica. “Quero chegar a um ponto onde eu desenhe mais com nanquim sobre o lápis solto, em vez de passar o nanquim em cima de traços mais duros, que é o que eu vinha fazendo até agora”, completou.

Já Dave Stewart afirmou que usará uma paleta de cores mais limitada de forma a criar um clima mais pesado para as histórias, enfatizando a atmosfera de histórias de crimes. “Então, vou pontuar isso com respingos de cor, enfatizando a ação típica dos quadrinhos de super-heróis”, explicou o colorista.

Sobre a trama do arco, não muito foi revelado, mas Walker prometeu que pode ser esperado o retorno de alguns grandes vilões; e um deles é Alyosha Kravinoff, o mutante filho ilegítimo do falecido Kraven, o Caçador. Mas os artistas contam que Alyosha aparecerá com um visual totalmente repaginado. “Diga adeus àquele visual de estivador, aquelas botas de trabalho”, contou Walker. “A nova aparência de Alyosha é nova e diferente, mas inconfundivelmente de Kraven, o Caçador.”

Fonte: HQ Maniacs

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