Captain America 25 será reimpressa; autor da HQ comenta

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Não é todo dia que um símbolo nacional morre. Por isso, o assassinato do Capitão América na edição 25 da sua série, lançada nos EUA na semana passada, foi praticamente a notícia do dia para toda a mídia norte-americana.

A morte nos quadrinhos chegou a ofuscar notícias do mundo real, como o julgamento de Lewis Libby, assessor do vice-presidente acusado de mentir ao FBI em caso de segurança nacional.

A ótima campanha de assessoria de imprensa da Marvel fez com que jornais de quarta-feira – dia de lançamento de Captain America 25 – já trouxessem a manchete da morte na capa. A partir daí, a notícia se espalhou por redes de TV, pela Internet e pelo mundo.

A primeira conseqüência, obviamente, foi o esgotamento da revista. Donos de comic shops reclamaram à Marvel que não tinham sido avisados que a edição seria especial, e por isso não tinham cópias suficientes em estoque. Mas pararam de reclamar quando registraram, segundo o site ICV2, recordes de público em suas lojas, comprando vários tipos de quadrinhos. Além disso, a revista terá uma segunda impressão, que chega às lojas no fim do mês.

Em sua coluna no site Newsarama, o editor-chefe da Marvel Joe Quesada falou que a morte do Capitão foi arquitetada há um ano e meio, na reunião de criadores que definiu Civil War e todo o futuro do Universo Marvel.

Quanto à insistente dúvida sobre a "realidade" da morte – afinal, todo fã conhece o ditado "nos quadrinhos de super-heróis, quem é morto sempre reaparece" – Quesada respondeu: "Cara, não sei como responder essa pergunta. Eu não sei? O que eu posso dizer é que alguém vai substitui-lo, pois o Universo Marvel não funciona sem um Capitão América".

O escritor da edição, Ed Brubaker, disse em seu blog que teve um dos dias mais agitados da sua vida, dando entrevistas para várias rádios, numa maratona jornalística que seguirá pelos próximos dias.

"O mais estranho foi quando saí da cabine de entrevistas da National Public Radio, e vi que uns funcionários tinham ido à comic shop mais próxima e compraram cópias da edição para eu autografar. Foi fantástico. O que não foi fantástico: o número de pessoas que me chamou de idiota e disse que eu era muito ruim e que devia ser despedido etc. etc. etc. Nenhuma ameaça de morte ainda, mas estou cruzando os dedos", comentou Brubaker.

Fonte: Omelete